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Piadas de Português

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  quinta-feira, 27 de julho de 2023 É difícil saber, com certeza, qual a razão do fenômeno que vou abordar. Não é novidade, para ninguém, mas é bom lembrar que, desde sempre, nossa terra teve grandes e profundas ligações culturais e afetivas com os portugueses. Basta ver os sobrenomes das famílias, para entendermos os laços históricos e culturais existentes. Logo após o início da colonização portuguesa, no ano de 1530, embora o descobrimento tenha acontecido antes, em 1500, tivemos um crescimento de migrações, nas formas espontâneas ou forçadas. Somente a partir de 1808, quando da famosa abertura dos portos às nações amigas, por meio da primeira Carta Régia, assinada por D. João VI, houve uma explosão de diferentes migrações. Começou a chegar gente de todos os cantos do mundo! Acredita-se que, os primeiros viajantes, espalharam, mundo afora, as boas notícias, sobre as maravilhas da nossa natureza, o clima ameno e a abundância de alimentos. Porém, c...

OVNIs - Fenômenos à procura de explicações

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  Figura 01 - Ilustração Jornal Rio de Flores   Quando solteiro, ainda bem jovem, morando numa fazendinha, Dagoberto havia passado por algumas situações estranhas. Coisas banais, fenômenos sem maior importância, embora fossem diferentes. Desde menino, ele sentia vibrações, sensações estranhas e percepções de crescimento, momentâneo exagerado, das formas do corpo, aumento de velocidade no deslocamento das coisas, sons amplificados acima do normal, sensações que surgiam, do nada, sem maiores avisos, de forma que ele não podia identificar as causas daqueles efeitos anormais. Uma ocasião chegou a comentar aquilo com sua mãe! Ela era compreensiva e sempre tivera um bom diálogo. A mãe lembrou que, possivelmente, aqueles eram efeitos de um problema de hereditariedade, chamado distúrbio do sistema vago-simpático. Sem entender nada daquilo que a mãe falou, ficou satisfeito com a possibilidade de não ser algo tão grave. Talvez tenha ficado, vamos dizer assim, “vagamente-simpático” com...

O Professor

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  sexta-feira, 23 de junho de 2023   Figura 01: Ilustração Jornal Rio de Flores  Quem contou essa história, foi meu colega de trabalho, nos tempos que eu ministrava aulas. Como recomeçaram as coisas? Comentou comigo que, um certo cidadão, era para ser agricultor, mas virou professor! Como assim? Com 20 anos, tendo saído da Capital do Estado, o rapaz foi viver na roça, numa fazendinha, lá pelas bandas do córrego Cruzeiro, caminho da Vila Santa Maria. Na época, havia uma música de grande sucesso que, no refrão popular, apregoava: “Não vou mais trabalhar; só vou criar galinhas!” Coitado, parece que o rapaz acreditou na música! Isso devia ser lá pelos idos de 1975. Não foi fácil a adaptação! Tendo saído da cidade grande, para viver distante do mar, clima frio, ambiente rural, o rapaz sentia-se como o próprio “estranho-no-ninho”! Morando na área rural, percebeu que muitos trabalhadores eram analfabetos. Chocado com a situação, resolveu tenta...

O Negrinho do Pastoreio

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quarta-feira, 21 de junho de 2023 Figura 01: Ilustração Jornal Rio de Flores Não adianta perder muito tempo com prosopopeias, para justificar a opção de dar voz humana aos animais, em fábulas, lendas e contos infantis. Na cultura de muitos povos, a contação de historietas visava educar crianças e jovens, quase sempre remetendo a lições de moral ou narrativas muito antigas da história ou da mitologia. Em tempos de super-heróis e de jogos eletrônicos, falarmos do grego Esopo ou do francês La Fontaine; dos alemães irmãos Grimm ou do nosso brasileiríssimo Monteiro Lobato, parece coisa antiga, dos tempos de vovó contando historinha, para os netinhos. Contudo, com toda a tecnologia atual, esse gênero é importante, para exemplificar e transmitir, através da leitura, preceitos e valores morais aos mais jovens. Como se fosse a coisa mais normal, nas fábulas e lendas, os animais falam e pensam tais qual ser humano. Os personagens mais “fortes”, quase sempre, a...

Versos Juninos

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segunda-feira, 12 de junho de 2023 Figura 01 - Ilustração Jornal Rio de Flores - Tela "São João na Fazenda!" por Rocha Maia Entrou junho! Oba! Vamos festejar! Música, quadrilha, como é bom dançar! Fogueira, quentão, só pra esquentar. Tem arrasta-pé, até o sol raiar!   Saudade daquele tempo na roça, Fumaça, bandeirola e balão! Fogos, chapéu de palha e muita moça! Cantoria! Roupa de jeca e vestido de chitão. Figura 02: Quadro "São João na Fazenda!" por Rocha Maia Fogueira para pular! Pau de cebo, é subir e escorregar! Batata doce e milho, na brasa é só assar. E tome quentão, caldo e mugunzá! Não dá tempo nem pra beijar!   Gritavam: Vai começar a brincadeira, gente! A música balançava, passos e corações, Tinha até padre e delegado. Oxente! Como era bom namorar! Calores..., emoções!   Figura 03: Quadro “Vamos rezar!” por Rocha Maia   Quadrilha? Olha o balancê! De mão dadas, “simbora-começá”!   E a r...

Convento de São Boaventura

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  sexta-feira, 2 de junho de 2023 Figura 1 - Ilustração Jornal Rio de Flores - Tela de Rocha Maia A posse ocorreu no dia 18 de novembro de 2010, sob a presidência da Acadêmica Iracy Carise. Nem dá para lembrar mais as circunstâncias que levaram Rocha Maia a concorrer à uma cadeira de grau livre, da Academia Brasileira de Belas Artes. Foram mais de quatro anos aguardando pelo resultado da candidatura! Um dia, aconteceu a aprovação final! Quem é tutor daquela Cadeira de Imortal? Frei Francisco Solano! Quem foi ele? Temos resumidas referências: brasileiro, nascido na região de Itaboraí/Rio de Janeiro, ano de 1743. Frei Francisco Solano Benjamim, desenhou mil estampas realistas de plantas, usadas na ilustração da obra “ Flora Fluminensis”,  de José Mariano da Conceição Vellozo . Ordenado padre em 1779, faleceu aos 75 anos, no Rio de Janeiro, em 1818, portanto, dez anos após a chegada de D. João VI. Passou longos anos, desde sua ordenação como Fran...