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Bertholdo e o patinho feio

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segunda-feira, 29 de maio de 2023   Ilustração Jornal Rio de Flores Aquele era um menino a quem bem cabia a denominação de “miúdo”; parecia mesmo fraquinho! Na família, tinha o apelido carinhoso de Patinho Feio! Medroso, sentia­-se frágil perante o mundo. Seu nome era Bertholdo, algo que não combinava com a figura daquele serzinho esquálido. Dá para se imaginar a cena? Alguém perguntando a ele: - “Hei garoto! Como é que tu te chamas?”; e o guri responde – “Eu não me chamo! Os outros é que me chamam de BERTHOLDOOOO!” No mínimo era incompatível! Naquela época, as crianças eram estimuladas a dormir, sonhando com personagens de contos infantis. Muitas vezes, as narrativas fantasiosas, eram contadas como sendo verdadeiras, como aquela do Negrinho do Pastoreio, “causo” que teria acontecido, há muito tempo traz, lá para as bandas do Rio Grande do Sul. Também havia historinhas importadas! Faziam muito sucesso; quem não lembra daquelas criadas pelo genial...

Botô Prá-Arrombá

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  sábado, 20 de maio de 2023 Figura 01 - Ilustração - Tela:  “Aos sábados era uma festa por conta da feira!” Rocha Maia O regionalismo é forma marcante nas tradições culturais de um povo, principalmente quando se observa a linguagem coloquial usada. O sertão nordestino é um desses lugares, no Brasil, onde se percebe nitidamente o fenômeno. Acredito que seja, lá, o maior e melhor celeiros do inconfundível sotaque. O modo de falar é uma das formas mais autênticas de expressar o idioma local, no caso, o português do Nordeste do Brasil, com aquele acento forte, repleto de nordestinidade. Corria o ano de 1990, quando eu tive a primeira grande oportunidade de viajar, durante muitas semanas, pelo interior do estado do Rio Grande do Norte. Denominados como potiguares, os nascidos naquele estado brasileiro, receberam essa alcunha, em razão da grande tribo indígena tupi, que habitava o litoral, desde Mossoró até João Pessoa. O significado do nome, em tu...

Forrobodó - Coluna Pinceis e Letras por Rocha Maia

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quarta-feira, 17 de maio de 2023   Figura 01 - Ilustração - Tela Título "Forrobodó" - Rocha Maia Recentemente, tive a felicidade de participar da Antologia “Velhice, vida ou morte?”, Editora Rio de Flores, sob a “batuta” editorial do artista plástico e escritor/poeta Renato Galvão. Indagado se o tema havia sido assustador, capaz de afastar algum escritor menos afoito nesse tipo de tema, prometi que daria minha opinião, tão logo pudesse ter lido todos os poemas e artigos reunidos na obra. Antes de chegar ao ponto de resposta, quero aproveitar para ressaltar a excelência do profissionalismo da Editora Rio de Flores, agradecendo a acolhida e o destaque que me foi oferecido, desde o primeiro momento, até a atual posição dos meus contatos com a Empresa. Li todos os artigos e poemas da publicação. Todos estão de parabéns! Vamos agora respostar! Darei primeiro minha opinião pessoal. Em razão da idade, quase 76 anos, serei sincero. Não tive probl...

Mário no Armário - Coluna Pinceis e Letras por Rocha Maia

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  terça-feira, 9 de maio de 2023   Figura 1 - Ilustração Jornal Rio de Flores   Tudo é motivo para mimimi, cheio de nhenhenhém! Ao invés de avançar para uma pacificação buscando convergências de opiniões, o mundo se degrada e se divide, com uma maior separação das coisas e das pessoas. Não estou preocupado se alguém vai me “carimbar” como retrógrado, tradicionalista, negacionista ou lá o que queiram falar, por opiniões apresentadas ou omitidas! A coisa está ficando tão complicada, que, mesmo se você ficar calado, daquele jeitinho de quem não quer arranjar briga (pronto!), logo aparece quem queira saber o motivo de você não ter se posicionado a favor ou contra. “Ficou inseguro... (?) ou está em cima do muro?” Pertenço ao mundo dos “poetas anarquistas dos pinceis”! Minha pintura é arte da espontaneidade, da liberdade e do autodidatismo, autêntico e consciente! Nós, os naïf, não perdemos meios-termos, nem detalhes importantes de conjunto...

O Estudante Alsaciano - Coluna Pinceis e Letras por Rocha Maia

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  Declamação de poemas.   “Declamar é recitar um poema em voz alta”, como fazia minha avó Olga! Não sei se cabe fazer um comentário! Onde estão? Parece que desapareceram concursos de declamação e récitas de poesias! Como revelar talentos nesse gênero tão importante de “dizer” poemas? Esse negócio de ler poesia, sem uma boa interpretação de conteúdo, sem mensagem lírica, sem aquela competente declamação, fica parecendo como quando ouvimos belas composições musicais, mas nas vozes de amadores, intérpretes fuleiros. Pena que retiraram da educação, nas escolas de hoje, o ensino da arte da declamação. Deve ser por isso que poucos se dispõe a ouvir uma poesia! Não sei o que comentar sobre a quase ausência de declamadores no Brasil. Posso estar errado na minha avaliação! Talvez, nas escolas de artes dramáticas ou cênicas, ainda se ensine essa forma de dizer poemas! Não posso avaliar; falo isso apenas por minha própria percepção. Sei que, em feiras típicas no sertão nordestino, ai...